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Canções Cinemáticas

Canções Cinemáticas

Nesta seção encontram-se composições autorais de Gonzaga Pinto transformadas em experiências musicais e audiovisuais por meio das novas possibilidades artísticas da inteligência artificial.

As letras, concepção poética e direção criativa são integralmente autorais, preservando o universo literário, sentimental e imaginário presente em sua obra.

A inteligência artificial é utilizada como instrumento de criação musical, interpretação vocal, ambientação estética e elaboração visual dos videoclipes, sempre a serviço da expressão artística.

O resultado é a união entre poesia, música e imagem em composições de atmosfera cinematográfica, nas quais tradição e tecnologia dialogam para dar nova forma às canções e aos poemas.

JUSTIÇA CEGA | O Julgamento Mais Absurdo do Samba Brasileiro

O juiz estava impaciente,
queria ser imparcial
nas barras do tribunal,
Julgava-se um criminoso,
que se mostrara impiedoso
para com a pobre vítima.

O homem fora imprevisto
e desfechara dez tiros
na cara do cidadão,
que não quisera entregar
uma coitada carteira
que não continha tostão,

O julgamento foi longo,
infeliz, insuportável
pelo calor que fazia
nessa corte insuperável.

O advogado inquieto,
incapaz e inexato,
disse que o réu, coitadinho,
precisava de carinho.

O promotor falou depois,
com grande convicção,
que o réu era um imprestável
e seria inadmissível
a sua absolvição.

Mas a justiça implacável
concluiu o julgamento
nesta sentença impagável:

“Que não se faça escarcéu,
a vítima já morreu,
quem sabe se lá do céu
o réu já não foi perdoado?
Que se deixe o homem livre,
o caso está encerrado."


Cabaré – Gonzaga Pinto | Ragtime Brasileiro Vintage, Cabaret Noir & Piano Clássico (Música Autoral)

Dedilhando meu ragtime
Os pares voam envoltos no azul
Calcinados de som e luz
Tão incríveis, o sonho se produz

Dedilhando meu ragtime
Os pares voam envoltos no azul
Vejo damas estrelas
Muito doido ao vê-las
Dedos fremem compassos demais

Dedilhando meu ragtime
Vultos fluem em baço salão
Leves livres à luz fugaz
Tão felizes, felizes e banais

Dedilhando meu ragtime
Os vultos fluem em baço salão
Vejo um lord bacana
Muito louco sacana
Em beijos quentes se aquece normal

E não se cansam, não
O sonho é muito bom
A noite é longa
A vida é breve, vai passar

Nesse momento sim
O riso fácil vem
Nas bocas tintas
Tintas de carmim

E não se cansam, não
O sonho é muito bom
A noite é longa
A vida é breve, vai passar

Sem segurar o amor
Que vai fugir por aí
Na madrugada
Que há de vir

E não se cansam, não
O sonho é muito bom
A noite é longa
A vida é breve, vai passar

Nesse momento sim
O riso fácil vem
Nas bocas tintas
Tintas de carmim

E não se cansam, não
O sonho é muito bom
A noite é longa
A vida é breve, vai passar

Sem segurar o amor
Que vai fugir por aí
Na madrugada
Que há de vir

Dedilhando meu ragtime
Tantos perfumes evolam no ar
Brindam taças de bom cristal
Colocando-se entre o bem e o mal

Dedilhando meu ragtime
Tantos perfumes evolam no ar
Vêem-se donos do mundo
Passos traem no fundo
Encontros certos e sempre fatais

Bêbados de amor
Lívidos de horror
A hora avança, sol aponta
Tanto prazer se esfacelar ah..

Bêbados de amor
Lívidos de horror
A hora avança, o sol aponta
Tanto prazer se esfacelar, ah

Bêbados de amor
Lívidos de horror
A hora avança, sol aponta
Tanto prazer se esfacelar ah..

Bêbados de amor
Lívidos de horror
A hora avança, o sol aponta
Tanto prazer se esfacelar, ah

Bêbados de amor
Lívidos de horror
A lua clara vai sumindo
O tempo bom vai acabar

Eles vão fugir, sumir por aí
Na madrugada que há de vir

Vão-se os casais enamorados
Dessas rosas, do prazer
Do vinho, a noite alucinada
De um viver extravagante
Como deve ser aqui

Somem nas esquinas iluminadas
De um néon que pisca e brilha
Afantasmando os semblantes tão belos
Ontem singelos, hoje bem reais.

Vão-se os casais enamorados
Dessas rosas, do prazer
Do vinho, a noite alucinada
De um viver extravagante
Como deve ser aqui

Somem nas esquinas iluminadas
De um néon que pisca e brilha
Afantasmando os semblantes tão belos
Ontem singelos, hoje bem reais.

Dedilhando meu ragtime
Os pares voam envoltos no azul
Calcinados de som e luz
Tão incríveis, o sonho se produz

Ela Nunca Me Viu… | Valsa Clássica Apaixonante | Música Autoral (Alegreto do Sonata - Momento)

Quando eu te vi passar
Eras tanto encanto amor
Teu lindo rosto eterno enfim
Fora um tempo suave em mim
Lembro agora, neste instante
E quando o penso, desilusão

Quando eu te vi passar
No seu leve caminhar
Uma brisa evapora se esvai
Espalhando seu perfume, jasmim
Que aspiro enlouquecido
E que jamais de mim não sai

Eras como um por do sol
Eras tudo que sonhei
Eras visão quem sabe
Quase triste ilusão, bem sabes e sei

Quando eu te vi passar
No teu leve caminhar
Lembro com saudade
Os tempos idos da grande paixão

[bridge]
O teu semblante, teus olhos claros
Não perceberam o meu olhar
E tão distante, fostes de mim
Que de muito longe me quedei te amar

Quando eu te vi passar
Eras tanto encanto, amor
Teu lindo rosto eterno, enfim
Fora um tempo suave, em mim
Lembro agora, neste instante
E quando o penso desilusão

Quando eu te vi passar
No seu leve caminhar
Uma brisa evapora, se esvai
Espalhando seu perfume, jasmim
Que aspiro enlouquecido
E que jamais de mim não sai

Eras como um por do sol
Eras tudo que sonhei
Eras visão quem sabe
Quase triste ilusão, bem sabes e sei

Quando eu te vi passar
No teu leve caminhar
Uma brisa evapora se esvai
Espalhando seu perfume, jasmim
Que aspiro enlouquecido
E que jamais de mim não sai

Para Lili – Gonzaga Pinto | Bolero Melancólico, Piano e Flauta (Música Romântica Profunda)

As luzes da cidade
Em noites sem idade
Afagam-te os cabelos
Os passos, os traços, os pelos
Se caminhas por aí
Em busca de desvelos
E dos suaves anelos
Que sonham por ti
Ai Lili, Ai Lili

As sombras da maldade
Nos olhos invejosos
Do teu sorriso largo
Em lábios de romãs
Delícias das maçãs
Desfazem-se em segredo
Surdo, mudo e ledo
E só por ti
Ai Lili, Ai Lili

As plumas do arvoredo
Enluarado, ai o medo
Da baça e quase morta luz
Que a noite mal produz
Pelos jardins por onde
Ouves cantar um bem-te-vi
Tão próximo de ti
Mas que tolice, não Lili!

Sentir ciúme de um pássaro
Bem eu que não te conheci.

Um tango à meia luz com Lucinha

Te voy a dedicar um tango
De los tiempos de Gardel
Quiero que oigas atentamente
Mi lindo, dulce de miel

Te voy a sussurrar bajito
Mi canto junto a ti
Pero dame, querida Lucia
Um momento de cariño

Te voy a decir em este buen tango
Cuanto te amo
Sin aquellos bandoneones
Lorando em aquel espacio

Donde parejas dan vueltas
Em las danças alucinadas
De las noches de Buenos-Aires
Bajo luces calcinadas

Y en las noches bajo estrelas
Si, al son de este tango
Nos amaremos sim prisa
Em este largo y tierno abrazo

Te voy a dedicar um tango
De los tiempos de Gardel
Quiero que oigas atentamente
Mi lindo, dulce de miel

Te voy a sussurrar bajito
Mi canto junto a ti
Pero dame, querida Lucia
Um momento de cariño

Te voy a decir em este buen tango
Cuanto te amo
Sin aquellos bandoneones
Lorando em aquel espacio

Donde parejas dan vueltas
Em las danças alucinadas
De las noches de Buenos-Aires
Bajo luces calcinadas

Y en las noches bajo estrelas
Si, al son de este tango
Nos amaremos sim prisa
Em este largo y tierno abrazo

Alazão | Baião Tradicional, Forró Pé de Serra Raiz (Música Nordestina Autoral - Gonzaga Pinto)

Vou comendo o pó da estrada
Feito cachorro sem dono
Se foi meu preto alazão
Perdi-o num carteado danado
Birita pra todo lado
Nas bandas do Riachão

Quando chegou a madrugada
Com a lua no fim da estrada
Não me sobrou um tostão

Joguei o jogo jogado
Lancei meu preto dobrado
Pra resolver a questão!

E lá se foi meu cavalo
Em pêlo nobre brilhado
Das rédeas da minha mão!
E lá se foi meu cavalo
Em pêlo nobre brilhado
Das rédeas da minha mão!

Ele me olhou de mansinho...
Lhe fiz um breve carinho...
Não me deu mais atenção.

Vou comendo o pó da estrada
Feito cachorro sem dono
Se foi meu preto alazão
Perdi-o num carteado danado
Birita pra todo lado
Nas bandas do Riachão

Quando chegou a madrugada
Com a lua no fim da estrada
Não me sobrou um tostão

Joguei o jogo jogado
Lancei meu preto dobrado
Pra resolver a questão!

E lá se foi meu cavalo
Em pêlo nobre brilhado
Das rédeas da minha mão!
E lá se foi meu cavalo
Em pêlo nobre brilhado
Das rédeas da minha mão!

Ele me olhou de mansinho...
Lhe fiz um breve carinho...
Não me deu mais atenção.

Rumbas

Letra Gonzaga Pinto

Delícias de Você | Rumba Brasileira Sensual, Música Tropical Romântica Música Autoral Gonzaga Pinto

Vem meu doce de côco
Coração
Acende e atende
A esta paixão
Abre a rosa vermelha
Do prazer
Me consome esta ânsia
De querer

Esse cheiro molhado
De capim
No seu corpo amoroso
Colado em mim

Cravo-beijo na boca
De hortelã
Desfaleço
Nos braços de Iansã
Vou provando as delícias
De você, he, ho
Seu tempero tem gosto
De dendê, he, ho

Vou sugando esse mel
De sua flor, he, ho
Mansa brisa no céu
De tanta cor, he, ho
Esparramo em você doce licor
Nos saciamos em gestos de muito amor
Nem lembramos que a vida é tão fugaz
Quanto eterno é o momento que se desfaz

SEREIA | Rumba Tropical Sensual (Amor, Praia e Desejo)

Jade, Rubi
Porcelana rara, Jaci,
Lapidar, finos cristais,
Só pra te enfeitar

Rubra maçã
Sob o sol ardente, é manhã
Brisa-neve no verde mar
A te acariciar

Ninfa-mulher
Luminando essas praias
Azuis
No abrir dessas conchas de luz
Castigando verões

Corpo de paz
Onde bebo o teu seio
Fugaz
Teu perfume na pele, serás
Meu prazer de viver

Gozo ao fluir
Fruto-mel
Desses lábios romãs Provo o céu
E as delícias pagãs
Nesse teu balançar
Em mim

Suave sonhar
Em abraços, cansaços
Sentir
Graça, dengo, molengo
Sorrir na beleza de amar

Uma Canção Desesperada – Gonzaga Pinto | Rumba Sensual, Intensa, Romântica e Dramática

Rastejar
Nesse teu corpo hindu
Acarinhar você
Entre os lençóis
Meu algoz
Tantas palavras vãs
Meiga voz
A provocar em mim
Sensações aos borbotões

Assim
Arranhões suaves de fim
Respirar
Esses perfumes vis
Degustar
Lábios de aniz

Mergulhar
No seu abismo gris
Me ferir na tua cicatriz

Rastejar
Nesse teu corpo hindu
Acarinhar você
Entre os lençóis
Meu algoz
Tantas palavras vãs
Meiga voz
A provocar em mim
Sensações aos borbotões

Assim
Arranhões suaves de fim
Respirar
Esses perfumes vis
Degustar
Lábios de aniz

Doce paz
Enquanto sou feliz
Bem capaz
De suprimir a dor
Que então virá
Me abrasar
Depois do amor.

Doce paz
Enquanto sou feliz
Bem capaz
De suprimir a dor
Que então virá
Me abrasar
Depois do amor.

Eros - Rumba Brasileira Sensual, Música Romântica Tropical - Canção Autoral Gonzaga Pinto

Esse teu pelo
De noite clara
Me assanha
A manhã meu bem querer

O teu trejeito
De moça odara
Me adoça a bossa
De te fazer
Carícias tantas
Sensual morena
A quintessência do meu prazer

Vêm me trazer o cansaço
Um mormaço em teu corpo
Que é tão bom
Chora no meu abraço
Esse choro molenga
Que é de bom tom
Serpenteia no meu requebrado
Desse amado pecado
Que tem perdão

Faça silêncio, agora
Senão o amor vai embora

Sussurra baixinho em meu ouvido
Aquelas palavras de paixão
Suave é o momento
De doce ternura
Feito de loucura
De alucinação

Interpretação instrumental

Composição Gonzaga Pinto

Trovas da Glorinha Mourão Sandoval – Música – Gonzaga Pinto

Com a névoa como manto,
A fada na madrugada,
Aumenta a graça e o encanto,
Daquela rosa orvalhada
Daquela rosa orvalhada

Por meu amor desprezada,
Lancei-me em outra ventura
Mesmo que não dê em nada
Esquecê-lo é minha jura
esquecê-lo é minha jura

Sofro mágoas, tantas, tantas!
Silêncio sem compaixão,
Tu negas respostas quantas,
Para o aflito coração
para o aflito coração.

É doce não se de que,
Eu sinto nem conto quando
Me disseram que é porque
Sem querer estou de amando
sem querer estou te amando

Primeira estrela que vejo,
Dai-me na vida um romance,
É tudo que mais desejo:
Um amor a meu alcance
um amor ao meu alcance

O pequeno grão de areia,
Enfrenta a fúria do mar,
No chão rola, luta enseia
Viver ao sol e ao lurar
viver ao sol e ao luar

Vendo o mundo de um mirante,
Notei ausência de amor,
Como verdade gritante:
Tristeza miséria e dor
tristeza miséria e dor

Você toda encanta e graça,
Transformou meu coração,
Pois sofri em sua taça,
Doce sabor de paixão
doce sabor de paixão

Se o amor dura uma vida,
Hei de amar-te a até morrer,
Se morrer é despedida,
Nenhum adeus virá ver
nenhum adeus virá ver

Ao partir como legado
Deixo memórias de amor,
Viver ido meu amado
Foi você saudade e dor
foi você saudade e dor

7 improvisos

Musica de minha autoria.

Trovas da Glorinha Mourão Sandoval – Música Instumental

Com a névoa como manto,
A fada na madrugada,
Aumenta a graça e o encanto,
Daquela rosa orvalhada
Daquela rosa orvalhada

Por meu amor desprezada,
Lancei-me em outra ventura
Mesmo que não dê em nada
Esquecê-lo é minha jura
esquecê-lo é minha jura

Sofro mágoas, tantas, tantas!
Silêncio sem compaixão,
Tu negas respostas quantas,
Para o aflito coração
para o aflito coração.

É doce não se de que,
Eu sinto nem conto quando
Me disseram que é porque
Sem querer estou de amando
sem querer estou te amando

Primeira estrela que vejo,
Dai-me na vida um romance,
É tudo que mais desejo:
Um amor a meu alcance
um amor ao meu alcance

O pequeno grão de areia,
Enfrenta a fúria do mar,
No chão rola, luta enseia
Viver ao sol e ao lurar
viver ao sol e ao luar

Vendo o mundo de um mirante,
Notei ausência de amor,
Como verdade gritante:
Tristeza miséria e dor
tristeza miséria e dor

Você toda encanta e graça,
Transformou meu coração,
Pois sofri em sua taça,
Doce sabor de paixão
doce sabor de paixão

Se o amor dura uma vida,
Hei de amar-te a até morrer,
Se morrer é despedida,
Nenhum adeus virá ver
nenhum adeus virá ver

Ao partir como legado
Deixo memórias de amor,
Viver ido meu amado
Foi você saudade e dor
foi você saudade e dor

Soneto 157 - (Petrarca 1304-1374)

In dubbio di mio stato, or piango or canto,
Et temo et spero; et in sospiri e ‘n rime
Sfogo il mio incarco: Amor tutte sue lime
Usa sopra ‘l mio core, afflicto tanto.

Or fia già mai che quel bel viso santo
Renda a quest’occhi le lor luci prime
(lasso, non so che di me stesso estime)?
O li condanni a sempiterno pianto;

Et per prender il ciel, debito a lui,
Non curi che si sia di loro in terra,
Di ch’egli è il sole, et non veggiono altrui?

In tal paura e ‘n si perpetua guerra
Vivo ch’i’ non so più quel che già fui,
Qual chi per via dubbiosa teme et erra.

De meu estado incerto, ou choro ou canto,
E temo e espero; e entre o suspiro e a rima,
Alivio o meu fardo: e Amor me lima
O peito com tal força que me espanto.

Há de jamais aquele olhar tão santo
Nos meus olhos verter sua luz prima
(caso, exangue, o mereça a minha estima)?
Ou me condena a sempiterno pranto?

Não se importa, na altíssima morada,
Com o que eles hão de ser aqui na terra,
De que ele é o sol, pois outro eu não veria?

Em tal receio e tão perpétua guerra
Vivo, que já não sou quem fui um dia
Temendo e errando por ignota estrada.

3 Canções sob Poemas de Olavo Bilac – Gonzaga Pinto | Piano e Violino por Felipe do Vale

01 - Nel mezzo del camin – Olav Bilac
Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada e triste
E triste. E triste e fatigado eu vinha
Tinhas a alma de sonhos povoada,
E alma de sonhos povoada eu tinha...

E paramos de súbito na estada da vida:
Longos anos, presa a minha à minha
A tua mão, a vista deslumbrada
Tive da luz que o teu olhar continha.

Hoje segues de novo...
Na partida nem o pranto os teus olhos umedece,
Nem te comove a dor da despedida.

E eu, solitário a face, e tremo
Vendo teu vulto que desaparece
Na extrema curva do caminho extremo.

02 – Via Láctea
Ora direis ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso! “E eu vos direi, no entanto,
Que para ouvi-las, muita vez desperto
E abro a janela, pálido de espanto

E conversamos toda a noite, enquanto
A Via Láctea, como um pálido aberto, Cintila.
E, ao vir o sol saudoso e eu em pranto
Linda as procuro pelo céu deserto.

Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas?” Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo

E eu vos direi: “amai para entendê-las!
Pois só quem ama, pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender as estrelas.

03 – Por quem foi que me trocaram
Por quem foi que me trocaram
Quando estava a olhar pra ti?
Pousa a tua mão na minha
E, sem me olhares, sorri.

Sorri do teu pensamento
Porque eu só quero pensar
Que é de mim que ele está feito
É quem tens para me dar.

Depois aperta-me a mão
E vira os olhos a mim...
Por quem foi que me trocaram
Quanto estás a olhar-me assim?

Seis Danças Imperfeitas – Gonzaga Pinto | Violão Acústico

Música - Gonzaga Pinto
Violão - Felipe do Vale

Neste vídeo, você acompanha a execução completa da obra “Seis Danças Imperfeitas”, composta por Luiz Gonzaga de Oliveira Pinto para violão solo.

A peça propõe uma série de variações rítmicas e harmônicas que rompem com a simetria tradicional das danças, explorando a expressividade do violão com nuances modernas e instigantes.

Ideal para quem aprecia música instrumental com identidade brasileira e contemporânea.

Alegria e Lamento da Natureza

Letra e Música Gonzaga
Piano e Flauta: Felipe do Vale

I – Resplandecente
Eu sou um campo verde
Feliz a respirar
Ao sol eu vivo livre
Um vento a embalar
A dança de mil flores
No orvalho feito lã
As cores de ouro e prata
Rebrilham na manhã
Estamos tão contentes
A vida nos conduz
De dia o sol aquece
À noite a lua é luz

II- Passaredo
Corremos, voamos
Amamos, crescemos,
Brincamos somente
No campo tão verde
Perfume aspiramos
Das flores amigas
E somos felizes
Na vida que temos
Eterna sabemos
Em cada estação
Em cada estação
Por fim renascemos
Não sabemos do tempo
Nem nos fazem padecer
Os amigos ausentes
Nem se pode esquecer
Que se vão perecendo
Em constante viver
Em constante viver

III - Canções das flores num dia gris

Rosa:
Onde foi a alegria?
Diz-me cravo e jasmim,
E o verde que havia
Ontem neste jardim?

Jasmim:
Rosa amiga, onde andarão
Nossas cores, nosso luar
O perfume que à noite havia
Nosso ar, nosso ar

Cravo:
Vê que noite tão fria
Olha o cinza do céu,
Que saudade do fim do dia
Das estrelas ao leu
As três flores
Não se sabe se haverá
Novo tempo de se cantar
Mil canções que o jardim ouvia
Nosso lar, nosso lar, nosso lar.

IV- Um cinza esperança
Quem passou por aqui
Uma praga, um tufão?
Minha rosa matou
Meu jasmim massacrou
O meu cravo secou de uma vez
E o perfume das flores
Que um vento de amores
Fazia espalhar pelo ar
Não restou nem luar
Nesta poluição, sim
Este monstro malvado
Cinzento safado
Levou meu jardim.
Que progresso chinfrim
Nosso homem criou
Só constrói espigão
Queima o verde do chão
Aves, peixes, corrói sem pensar
Na saúde do irmão
Num futuro de cão
Que prepara pro filho que vem
Nem se sabe também
Se um dia haverá, viu
Cores, cantos, perfumes
Encantos de bosques
Nas tardes de abril

V - Criança/Esperança
Viva o verde
Que ainda não se acabou
Via natureza que se preservou
Renasça a beleza
De mãos infantis
Negras, brancas, pardas
Mas muito gentis
Brancas, negras, pardas
Mas muito gentis.

Uma Cançoneta (Piano)

Um momento de delicadeza e arte!

Neste vídeo, você acompanha a interpretação instrumental da peça "Uma Cançoneta", uma composição leve, sensível e cheia de lirismo, assinada por Gonzaga Pinto. Ao piano, Felipe do Vale dá vida às nuances da obra, transmitindo emoção e elegância em cada nota.

A cançoneta é um convite à contemplação – perfeita para momentos de inspiração, estudo ou descanso. Com uma estética musical que dialoga com o erudito e o popular, esta peça destaca-se por sua simplicidade refinada e beleza melódica.

Aproveite essa pausa musical e mergulhe em um universo de harmonia e sensibilidade.

Uma Cançoneta (Trompete)

Um momento de delicadeza e arte!

Neste vídeo, você acompanha a interpretação instrumental da peça "Uma Cançoneta", uma composição leve, sensível e cheia de lirismo, assinada por Gonzaga Pinto. Ao Trompete, Felipe do Vale dá vida às nuances da obra, transmitindo emoção e elegância em cada nota.

A cançoneta é um convite à contemplação – perfeita para momentos de inspiração, estudo ou descanso. Com uma estética musical que dialoga com o erudito e o popular, esta peça destaca-se por sua simplicidade refinada e beleza melódica.

Aproveite essa pausa musical e mergulhe em um universo de harmonia e sensibilidade.